O tradicional carro de canudo, usado no trabalho do campo e, eventualmente, no transporte de pessoas, está ilustrado neste painel de azulejos, na Fonte da Abertura. Só é pena o estado de conservação em que se encontra.
Blogue colectivo de participantes na oficina de informática da Academia de Aprendizagem e Cultura - Universidade Sénior de Campo Maior
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segunda-feira, 28 de julho de 2008
Carro de canudo (2)
O tradicional carro de canudo, usado no trabalho do campo e, eventualmente, no transporte de pessoas, está ilustrado neste painel de azulejos, na Fonte da Abertura. Só é pena o estado de conservação em que se encontra.
segunda-feira, 2 de junho de 2008
Apanha da azeitona
Em Campo Maior, todas as ocasiões eram aproveitadas para cantar. Na apanha da azeitona, trabalho que ocupava uma grande parte da população, formavam-se grandes «ranchos» que, alegremente, cantavam quadras como estas:
Oliveiras,oliveiras
Ao longe são olivais
Por muito que tu me queiras
Eu inda te quero mais.
Azeitona miudinha
Toda vai para o lagar
Toda a moça que é baixinha
É mais firme no amar.
Oliveira bem cortada
Sempre parece oliveira
A mulher que é bem casada
Sempre parece solteira.
Os amores da azeitona
São como os amores do Entrudo
Em acabando a azeitona
Acaba-se amor e tudo.
domingo, 25 de maio de 2008
Acabamento da azeitona
Na nossa região, o dia em que se terminava a colheita da azeitona, era dia de festa.
As azeitoneiras faziam uma bandeira com fitas de várias cores e dirigiam- se à porta dos patrões, como forma de agradecimento.
Faziam um baile e cantavam cantigas como estas:
Já se acabou a azeitona
Já me dói o coração
Amanhã fico em casa
Não tenho dinheiro p'ró pão
Já se acabou a azeitona
Até p'ró ano que vem
Rapazes e raparigas
Passem todos muito bem
Olhem p'rá nossa bandeira
Tem fitas de papelão
Viva a nossa manajeira
Que é uma rosa em botão
Já se acabou a azeitona
Já se acabou já lá vai
Viva o nosso manajeiro
E o dono dos olivais
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